sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Euismo

Sinto-me só ao não-falar,
A veia d’arte é puro joio.
Falso passaporte lunar.
Jóia para nenhum olho.

Ah, como é bom, euismo,
Se tudos fossem como eu.
Eu, eucêntrico, eufemismo,
Mal-vindo e playbeu.

Limite da minha paixão,
Imite minha sanidade.
Fácil, diz quem é são:
Ela não é de verdade.

Explique-se está morto.
Vida longa ao eclipse!
Da verdade, do não torto,
Das retas da elipse.

Fiz mais um lanche verbal,
Lance que já foi jogado.
Repito de modo teatral:
.Eu não sou gado.