segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Loirinha

Eu que dou sempre o pior de mim
Sempre termino assim
Sua alma é tão cool quanto a minha
Pena que eu a esconda de você, loirinha

Dane-se a métrica entra as sílabas
Todas são sentidas mais que medidas
Quero escutar vaias por ser sincero
Por te cantar e cantar que te quero

Minha arma é minha caneta
E todo rabisco por você vale a pena
Oceanos atrás de vidros
Sussurrando metáforas em seus ouvidos

Mais paradoxal que eu, não conheço
Rostinho mais lindo que o seu não desejo
Porque sei que ele não existe
Em meio a essa selva urbana e nada triste

Se depois de ler essas psicodelias diárias
Você no fundo achá-las hilárias
Sorria sem piedade
Afinal, todas as mentiras são verdade.

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